Institucional - CBV - Confederação Brasileira de Vôlei

História

16 de agosto de 1954. Data que ficou marcada na história do Brasil. Neste dia nascia a Confederação Brasileira de Voleibol (CBV). Com mais de meio século de existência, ao longo dos anos transformou o voleibol brasileiro em uma máquina de títulos dentro de quadra e uma referência de gestão fora delas.

O voleibol brasileiro acumula cinco títulos olímpicos nas quadras. Em 1992, 2004 e 2016, com a seleção masculina nos Jogos de Barcelona, Atenas e Rio de Janeiro, respectivamente, e em 2008 e 2012, com a seleção feminina em Pequim e Londres. Nas areias, três medalhas de ouro foram conquistadas. No feminino, em Atlanta/1996, com Jacqueline/Sandra, e, no masculino, em Atenas/2004 com Ricardo/Emanuel e no Rio de Janeiro/2016 com Alison/Bruno..

Além desses títulos, são mais 10 medalhas no voleibol de praia, sete de prata e três de bronze. Na quadra, já foram conquistadas outras cinco medalhas – três de prata e duas de bronze.

Mas até alcançar este patamar, muitos jogos se passaram. E quem deu o saque inicial rumo ao sucesso foi o ex-jogador Denis Rupet Hathaway, o primeiro presidente da CBV, no período de 14/03/55 a 15/02/57. Inicialmente, o voleibol era ligado à Confederação Brasileira de Desportos (CBD). Hathaway, convicto de todo potencial da modalidade, elaborou todo trabalho e articulou com os presidentes das federações estaduais. Resultado: fundou aquela que 45 anos depois receberia em 1999, da Federação Internacional de Voleibol o título de a "Mais bem-sucedida Federação do mundo", pelo triênio 97/98/99.

Antes desse prêmio, no entanto, seis presidentes levantaram todas as bolas à frente do cargo: Abrahão Antônio Jaber (15/02/57 a 13/02/59), Paulo Monteiro Mendes (13/02/59 a 09/02/61), Roberto Moreira Calçada (09/02/61 a 18/01/75), Carlos Arthur Nuzman (18/01/75 a 07/01/97) e Walter Pitombo Larangeiras (presidente em exercício, desde que Nuzman assumiu a presidência do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), entre 01/07/95 à 07/01/97, e Ary Graça Filho, em 07/01/97 até 12/03/2014.

Mas foi na metade da década de 70 que o então presidente Carlos Arthur Nuzman uniu organização e marketing esportivo na CBV. Uma dobradinha que deu certo. O vôlei se popularizou e Nuzman manteve-se no cargo até assumir a presidência do COB.

Outra grande virada no jogo veio após a posse de Ary Graça Filho, em 07/01/97. Com seu pioneirismo e sua busca incansável pela perfeição, trouxe à CBV a Era Empresarial e de inúmeros títulos. Além de manter o voleibol como segundo esporte na preferência nacional, o profissionalismo já adquirido na gestão anterior só fez evoluir. Ary adotou um novo modelo de gestão para a CBV, administrando-a de fato como empresa. Ao considerar o voleibol um produto, torcedores e o público em geral viraram clientes e as Federações Estaduais, Prefeituras e Empresas, parceiras. Assim, a CBV é a responsável pela administração do negócio.

Um dos marcos mais importantes para o esporte brasileiro é a consolidação do CDV - Centro de Desenvolvimento de Voleibol - localizado em Saquarema, litoral norte do Rio de Janeiro. A primeira seleção a pisar nas quadras do complexo de Saquarema para treinamento foi a masculina adulta, no mesmo dia de sua inauguração: 25 de agosto de 2003. De lá para cá, todas as seleções de base e a feminina adulta já puderam desfrutar do complexo esportivo de 108 mil metros quadrados, com toda infra-estrutura necessária para o treinamento do voleibol.

Com instalações e equipamentos de última geração sob medida para o biótipo dos atletas, o Centro de Desenvolvimento de Voleibol cumpre seus principais objetivos: integra o treinamento de todas as seleções brasileiras num mesmo local, facilita o intercâmbio entre as comissões técnicas e dá condições para o desenvolvimento máximo de todos os atletas e projetos.

Em março de 2014, depois de exercer a presidência interinamente desde a ascensão de Ary Graça Filho à Federação Internacional de Voleibol - FIVB, assume Walter Pitombo Laranjeiras, com o desafio de resgatar ao voleibol o prestígio gerencial e de títulos que o voleibol brasileiro se acostumou nas últimas duas décadas.

Em 2016, o presidente Walter Pitombo Laranjeiras foi reeleito por aclamação para o próximo quadriênio, de 2017 a 2020, em assembleia geral extraordinária realizada na sede da entidade. Em 2018, mais um passo rumo à modernidade, com o aumento em 100% da participação dos atletas nas votações, a criação do Conselho Administrativo e o fim de barreiras para a candidatura ao cargo de presidente da entidade. Com isso, qualquer brasileiro maior de 21 anos, desde que conte com o apoio de pelo menos seis membros da Assembleia (cinco deles devem ser Federações Estaduais), pode se candidatar à presidência da CBV.

Retrospecto

  • Em 35 competições disputadas em 2002, o Brasil esteve no pódio 34 vezes. Foram 16 ouros, 11 pratas e 7 bronzes.
    Neste ano, o Brasil se sagrou Campeão Mundial pela primeira vez.


  • Em 41 competições disputadas em 2003, o Brasil esteve no pódio 46 vezes.
    Foram 20 ouros, 14 pratas e 12 bronzes.


  • Em 38 competições disputadas em 2004, o Brasil esteve no pódio 47 vezes.
    Foram 22 ouros, 11 pratas e 14 bronzes. Neste ano, a seleção masculina e a dupla Ricardo e Emanuel conquistaram o ouro olímpico, enquanto Adriana Behar e Shelda levaram a prata.


  • Em 57 competições disputadas em 2005, o Brasil esteve no pódio 80 vezes.
    Foram 39 ouros, 22 pratas e 19 bronzes.


  • Em 48 competições disputadas em 2006, o Brasil esteve no pódio 67 vezes.
    Foram 32 ouros, 20 pratas e 15 bronzes, incluindo o bicampeonato mundial masculino e o vice-campeonato mundial feminino.


  • Em 51 competições disputadas em 2007, o Brasil esteve no pódio 56 vezes.
    Foram 31 ouros, 13 pratas e 12 bronzes. Entre as conquistas destacam-se o heptacampeonato da Liga Mundial, o ouro nos Jogos Pan-Americanos nas categorias indoor masculino e praia masculino e feminino, além da prata no indoor feminino.


  • Em 2008, o voleibol brasileiro disputou 63 competições e subiu ao pódio 62 vezes.
    Foram 29 medalhas de ouro, 16 de prata e 17 de bronze. Na quadra, as principais conquistas foram as medalhas de ouro com a seleção feminina e de prata com a seleção masculina, ambas nos Jogos Olímpicos de Pequim. Na praia, na China, o Brasil conquistou a medalha de prata (Márcio/Fábio Luiz) e a de bronze (Ricardo/Emanuel) entre os homens. No Circuito Mundial, o título foi brasileiro: ouro para Ana Paula/Shelda e para Harley/Pedro Solberg. A seleção feminina também conquistou o heptacampeonato do Grand Prix.


  • As seleções brasileiras deram um show nas quadras de todo o mundo em 2009.
    A equipe masculina adulta, comandada pelo técnico Bernardinho, ganhou o octacampeonato da Liga Mundial e a Copa dos Campeões. O time feminino, dirigido por José Roberto Guimarães, garantiu o oitavo título do Grand Prix. Isso sem falar nos títulos dos Campeonatos Sul-Americanos. Nas categorias de base, a seleção infanto-juvenil de Luizomar de Moura conquistou o tricampeonato mundial, na Tailândia. Em seguida, foi a vez do time juvenil masculino de Percy Oncken assegurar o tetracampeonato do mundo na Índia. Juliana e Larissa também conquistaram o quarto título do Circuito Mundial. Ao todo, entre resultados obtidos na quadra e na praia, o vôlei brasileiro disputou 46 competições em 2009, e subiu no pódio 54 vezes, com 27 medalhas de ouro, 15 de prata e 12 de bronze.


  • O voleibol brasileiro ampliou o império de conquistas pelo mundo em 2010. A seleção masculina conquistou o tricampeonato mundial, na Itália. Antes, a equipe dirigida por Bernardinho faturou pela nona vez a Liga Mundial. Com esta conquista, o Brasil tornou-se o maior vencedor da história da competição, ultrapassando a Itália, que acumulava oito conquistas. A seleção feminina, comandada por José Roberto Guimarães, terminou o ano com duas medalhas de prata, uma no Grand Prix outra no Campeonato Mundial. Nas categorias de base, três títulos em quatro competições. As seleções infanto-juvenil e juvenil femininas e a juvenil masculina conquistaram os Campeonatos Sul-Americanos. A equipe infanto-juvenil masculina ficou com a medalha de prata. Todas elas garantiram a vaga do Brasil nos Mundiais das categorias em 2011.
  • Na praia, Juliana e Larissa conquistaram pela quinta vez o título do Circuito Mundial.
    Maria Elisa e Talita ficaram com a segunda colocação. Entre os homens, Emanuel e Alison foram vice-campeões. Pela segunda vez consecutiva, Juliana foi eleita a melhor jogadora da competição. Ao todo, o voleibol brasileiro disputou 41 competições e subiu ao pódio 44 vezes, conquistando 15 medalhas de ouro, 14 de prata e 15 de bronze.

  • Em 2011, a seleção masculina conquistou o título do Campeonato Sul-Americano, disputado em Cuiabá (MT).
    Na Liga Mundial, os comandados do técnico Bernardinho ficaram com o vice-campeonato. E na Copa do Mundo, com o terceiro lugar. A seleção feminina, assim como a masculina, foi campeã do Campeonato Sul-Americano. No Grand Prix, o time verde e amarelo ficou com a segunda colocação. Na Copa do Mundo, disputada no Japão, as brasileiras terminaram com a terceira posição. Nas categorias de base, a seleção juvenil feminina, comandada pelo técnico Luizomar de Moura, ficou com o vice-campeonato do Mundial, disputado em Lima, Peru.


  • Em 2012, a seleção feminina, comandada pelo técnico Zé Roberto Guimarães, conquistou, pela segunda vez seguida, a medalha de ouro olímpica, ao derrotar os Estados Unidos na decisão. No Grand Prix, as meninas repetiram a segunda colocação de 2011. A seleção masculina ficou com a medalha de prata nos jogos olímpicos de Londres, Inglaterra, após fazer um belo jogo contra a Rússia na decisão. As seleções juvenil masculina, juvenil feminina e infantojuvenil masculina conquistaram o título do Campeonato Sul-Americano. A infantojuvenil feminina ficou com o segundo lugar.


  • Em 2013, a seleção feminina, sob o comando de José Roberto Guimarães, conquistou as cinco competições que disputou: Grand Prix, Copa dos Campeões, Sul-Americano e os torneios de Alassio e Montreux. Já a masculina faturou a Copa dos Campeões, o Sul-Americano e a Copa Pan-Americana. Na Liga Mundial, o time de Bernardinho acabou na segunda posição, após perder a final para a Rússia. Na base, o Brasil conquistou a primeira edição Mundial Sub-23 masculino. Nos demais Mundiais, três pódios: bronze no Juvenil e no Infanto feminino e prata no Juvenil masculino. As seleções infantis se destacaram nos Sul-Americanos da categoria: ouro no feminino e prata no masculino.


  • No ano de 2014, Duda e Ana Patrícia conquistaram o ouro para o vôlei de praia na estreia da modalidade nos Jogos Olímpicos da Juventude, na China. No mesmo ano, Duda se tornou a primeira bicampeã mundial Sub-19 do esporte.
    A seleção Brasileira Feminina conquistou o decacampeonato do Grand Prix e ficou com o bronze no Campeonato Mundial, na Itália.
    A seleção brasileira masculina levou a medalha de prata no Campeonato Mundial, ao ser superada pela Polônia, na casa do adversário.


  • A temporada 2015 contou com muitos títulos no vôlei de praia, que dominou o cenário internacional. Alison/Bruno Schmidt e Ágatha/Bárbara Seixas conquistam o Campeonato Mundial, onde o país venceu cinco das seis medalhas em disputa. Os dois times também venceram o Circuito Mundial. Nos Jogos Pan-Americanos de Toronto, Álvaro Filho/Vitor Felipe levou a prata, enquanto Lili/Carolina Horta conquistou o bronze, mantendo tradição de medalhas do país na competição. As seleções masculina e feminina mantiveram a hegemonia no Sul-Americano e ficaram com a medalha de prata no indoor dos Jogos Pan-Americanos de Toronto. O time comandado por Zé Roberto também levou o bronze no Grand Prix.


  • O ano da Olimpíada em casa foi especial. Em 2016, o Brasil conquistou dois ouros e uma prata nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. Na quadra, a equipe comandada pelo técnico Bernardinho chegou ao terceiro título ao superar a Itália por 3 sets a 0, na despedida do líbero Serginho. Na praia, Alison e Bruno Schmidt superaram os também italianos Nicolai e Lupo por 2 sets a 0 e recolocam o país no topo após 12 anos. Ágatha e Bárbara Seixas fizeram excelente campanha e levaram a prata, sendo superadas pelas alemãs Laura Ludwig e Kira Walkenhorst por 2 sets a 0 na decisão.


  • Em 2017, Renan Dal Zotto assumiu a seleção brasileira masculina e já no ano de estreia conquistou o título da Copa dos Campeões e do Campeonato Sul-Americano, além de prata na Liga Mundial. A seleção feminina também manteve a hegemonia no Sul-Americano, e conquistou o título do Grand Prix e ficou com a prata na Copa dos Campeões. Na praia, Evandro e André Stein conquistaram o Campeonato Mundial e o Circuito Mundial no primeiro ano juntos. Larissa e Talita venceram o Circuito Mundial, marcando 15ª dobradinha da história.


  • O ano de 2018 marcou a 23ª conquista do título do Circuito Mundial de vôlei de praia no naipe feminino, com Ágatha e Duda (PR/SE). A sergipana de 20 anos bateu um recorde e se tornou a atleta mais jovem a vencer o tour, superando Sandra Pires, que havia vencido com 21 anos, em 1995. A parceria também conquistou o World Tour Finals, recebendo maior prêmio da história da modalidade: 150 mil dólares. Nas quadras, a seleção brasileira masculina conquistou a medalha de prata no Campeonato Mundial, ao ser superada pela Polônia na decisão.


  • Em 2019, as seleções masculina e feminina asseguraram o principal objetivo da temporada: vaga em Tóquio-2020 ao vencerem o Pré-Olímpico. Na praia, Ágatha/Duda, Ana Patrícia/Rebecca, Alison/Álvaro Filho e Evandro/Bruno Schmidt também garantiram a vaga aos Jogos Olímpicos de 2020. A seleção masculina comandada por Renan venceu a Copa do Mundo, o Campeonato Sul-Americano e o Memorial Wagner em ano marcado pela estreia de Leal, além de ficar com o bronze nos Jogos Pan-Americanos de Lima. A seleção feminina comandada por José Roberto Guimarães venceu o Campeonato Sul-Americano e ficou com a prata na Liga das Nações.


 

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